Minimizando riscos ao desenvolver jogos para VR e AR

Minimizando riscos ao desenvolver jogos para VR e AR

PERONIO é um livro Pop-up Interativo nunca visto antes

Colabora neste texto Tiago Moraes, desenvolvedor na Ovni Studios e pioneiro em projetos de VR, AR & Mixed Reality

Escrevi este post para compartilhar algumas dificuldades e possíveis soluções em VR & AR (Virtual and Augmented Reality). É um texto um tanto quanto “romântico” sobre quanto risco estamos dispostos a correr quando o nosso “porque” é muito forte.

Durante 15 anos desenvolvendo jogos, a dificuldade sempre foi a mesma: ser notado em meio a infinidade de novos jogos com cada vez mais qualidade. Logicamente com o tempo vamos nos aperfeiçoando e cometendo menos erros, porém mesmo com um ótimo jogo e fazendo toda a lição de casa, ainda precisamos de sorte para conquistarmos nosso espaço.

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Esperança

Se tem uma coisa que pode contar muito a nosso favor, mas que é preciso ter uma certa sensibilidade apurada, é entender o “timing” perfeito. Se conseguirmos identificar o momento certo para necessidades ou tendências, e esta oportunidade estiver alinhada com satisfação pessoal, ser notado começa a se tornar um monstro menos difícil de ser derrotado.

Mudança

A indústria de entretenimento é muito dinâmica, e uma grande mudança esta acontecendo neste exato momento. Ano que vem uma série de novos devices de realidade virtual e aumentada estarão presente em nosso dia a dia.

Mais que apenas um novo sensor, como o Kinect por exemplo, diversas empresas de peso já se posicionaram a favor e estão investindo pesado como Facebook, Sony, Microsoft, HTC + Steam, Samsung, Google, Epson, Apple (já registrou pagente), entre diversas outras empresas com devices mais de nicho seja em realidade virtual ou aumentada. Ainda há tempo para sermos notado pela “novidade” neste novo “gênero” que VR e AR representam. Se perdermos essa janela precisaremos identificar qual será a próxima “tendência”.

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Dificuldades

Mesmo com o “timing” perfeito, nem tudo são flores, aconselhar desenvolvedores a investir nessa área é quase mandar um soldado para uma missão suicida, pois a base instalada dos novos devices é praticamente inexistente e ela começará a ser formada apenas no ano que vem. Ninguém sabe ao certo quanto tempo ela levará para ser consolidada. portanto, desenvolver um jogo indie mirando neste mercado é um risco altíssimo.

Porque

Aqui na Ovni Studios, sempre fomos apaixonados por realidade aumentada, com o anúncio do Hololens ficamos extasiados. Há muitos anos não nos sentíamos tão animados em ver a indústria tão revitalizada. Desde então sabíamos com convicção que faríamos jogos para essa plataforma.

Mas como todos sabem, o Hololens é um projeto “top secret”, e apenas poucas e privilegias empresas possuem acesso a seu hardware. Orientar a empresa para esta plataforma seria suicídio, pois o Hololens, ou qualquer óculos de VR ou AR, precisará de um bom tempo para consolidar uma base instalada para justificar investimento. A própria Microsoft declarou que levará pelo menos 5 anos para se consolidar, e que inicialmente, investirão mais no mercado corporativo ao invés de entretenimento.

Outro ponto será seu preço, pois sabemos que a sua primeira versão será um pouco mais cara por ser standalone, diferente de outros óculos ligados a consoles ou computadores.

Antes de prosseguir com nossa possível solução, me permitam apresentar brevemente nosso primeiro título utilizando nossa abordagem “all in one”:

Peronio Pop-up Book: “O que você quer ser quando crescer?”

Diferente de outros jogos ou livros de pop-up interativos, Peronio possui uma proposta muito criativa e inovadora de usabilidade, combinando Realidade Virtual e Aumentada em uma única experiência que você nunca mais vai esquecer!

É esta magia que tornam as crianças tão especiais e nesse aspecto a tecnologia atual ajuda muito.

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Solução?!

Desistir? Certamente não!!!
E como podemos diminuir o risco? Qual a possível solução?

É nesse momento que morar em países emergentes como o Brasil, onde temos um cenário tão adverso com impostos altíssimos, passando por uma crise atualmente, nos obriga a ser criativos e diminuir riscos ao máximo.

Nossa solução foi investir em VR e AR para mobile e utilizar as “novas” tecnologias como gameplays opcionais. Mesmo para mobile, obrigar o jogador a ter um óculos, mesmo de baixo custo como o Google Cardboard, é algo que limitaria muito nossa receita. Em questão ao design, a dificuldade é enorme em ter um jogo divertido e relevante tanto para quem gosta de VR e AR, quanto para quem não gosta.

Se resolvermos essa equação, e o jogo estiver acima das tecnologias utilizadas, as pessoas seriam impactadas da forma correta, sem serem obrigadas a jogar de forma X ou Y. Tornando o jogo uma ótima entrada para estes novos universos.

Modos de jogo “Tudo em um”

Você pode jogar Peronio de diversas formas, com ou sem óculos de realidade virtual:
– Touch Screen tradicional
– Realidade Aumentada
– Realidade Aumentada com toque virtual
– Realidade Virtual
– Realidade Virtual e Aumentada juntos
– Realidade Virtual e Aumentada juntos com toque virtual

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Virtual Touch

Os smartphones atuais não possuem “ainda” sensores para mapear as mãos e o ambiente ao seu redor como o Hololens por exemplo. E exigir que os jogadores comprem os sensores adicionais para seus smartphones é inviável. Por isso, visando os óculos full feature com tracking de mãos e superfície, desenvolvemos uma tecnologia via software para que os jogadores pudessem de fato “tocar” os elementos na cena com seus dedos.

Não é uma solução perfeita como a utilização de hardwares desenhados especialmente com essa finalidade, mas já é possível ter uma experiência parecida como a encontrada no Hololens. Assim que novos smartphones chegarem ao mercado com esses novos sensores nativos, nós os utilizaremos imediatamente.

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“Timing” novamente

Em 2016 diversos óculos serão lançados e eles precisarão de conteúdo. É para este mercado que estamos mirando.

Tudo nos indica que estamos no caminho certo pois somos finalistas do Unity Awards, ao lado de empresas como Toca Boca e Madfingers, que é realmente uma honra para nós. Somos finalistas também do Vuforia™ Vision Awards, e também fomos finalistas do BIG – Brazil’s Independent Games Festival.

É isso ai!

Porque esperar pelo Hololens para criar jogos VR e AR! A experiência mobile certamente não é a mesma, mas também é incrível de formas diferentes. Quando o Hololens se popularizar, conseguiremos portar o jogo de forma extremamente rápida.

Ficou curioso?

Baixe o Peronio no Google Play e na Apple Store agora mesmo.

Quem é Tiago Moraes? (@tiagoam)

Tiago Moraes, apaixonado por desenvolvimento de jogos, trabalha na área desde 2000. Em 2007 fundou a Ovni Studios, um estúdio independente onde atua desde então. Foca atualmente em Mix Reality, uma solução Holográfica Mobile combinando Realidade Virtual e Aumentada em uma única e imersiva experiência. Possui mais de 100 jogos publicados, sejam eles autorais ou advergames, que acumulados somam mais de 1 milhão de downloads. Seu mais recente título que utiliza Realidade Mista é o premiado Peronio Pop-Up Book.


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2 Comentários

  • Olá Tiago tudo bem ?
    Sou profissional de 3dsmax aqui em Vitória ES .
    É possível passar seu contato telefônico para batermos um papo sobre nossa área ? Prometo que não tomarei muito o seu tempo .
    Abs

    Marcio Bravo de Miranda Responder

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