Especial GameConnection: A indústria de games é internacional

Especial GameConnection: A indústria de games é internacional

Como consultor de negócios para o mercado de games no Brasil, tenho a oportunidade de visitar eventos como a GameConnection e olhar para o mercado como um todo, às vezes pelo lado vendedor e às vezes pelo lado comprador. Por “vendedor” entende-se que estou falando dos estúdios desenvolvedores e fornecedores de serviços, que querem vender o seu “peixe” (aka jogos). Por “Comprador” me refiro às publishers, portais, plataformas de distribuição, etc que estão interessados em “comprar” ou licenciar seus jogos e vendê-los no mercado para você. Ou seja, se você é um desenvolvedor, independente do seu estágio de maturidade, você é um vendedor pois está querendo que alguma publisher compre sua idéia, seu jogo, seus serviços e os lance no mercado.

Feiras como a GameConnection, são a maior prova de que a indústria de games é gigantesca, de proporções internacionais. Lá se reunem não somente estúdios e publishers mas também empresas de diversos outros segmentos que compõem a indústria de jogos, tais como empresas de pagamento, plataformas de distribuição como a Steam e outras menos conhecidas, empresas de soluções de promoção (que gerenciam publicidade dentro de aplicativos, por exemplo), empresas que desenvolvem serviços de monitoramento de tráfego de jogos, empresas de tradução e localização, firmas de advocacia especializada na indústria de games, empresas que se especializam em algum serviço específico (como prototipagem), etc…

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O mais interessante é que nesses eventos você encontra empresas de todos os países, além dos EUA, países da Europa e Ásia. Países que você nem imaginava que produziam jogos ou que os jogos fossem populares por lá. O que esperar de empresas da Grécia, Croácia, Sérvia, Israel e Polônia? Será que existe mercado consumidor de games por lá, por acaso? A resposta é: com certeza tem muita gente que joga nesses países mas eles não acreditam ou apostam todas suas fichas apenas no mercado interno deles. Por isso eles promovem e lançam seus serviços nos EUA, Europa, Ásia e nos mercados emergentes. E isso inclui o Brasil, definitivamente. E posso afirmar com todas as letras de que o Brasil é um dos mercados emergentes mais prioritários para as empresas estrangeiras.

How to Build Nightly When There is No Night

In this 2014 GDC talk, EA’s Josh Nixdorf shares his team’s best practices for handling the source control and build and test automation challenges for globally distributed titles, such as FIFA. Register for GDC: http://ubm.io/2gk5KTU Join the GDC mailing list: http://www.gdconf.com/subscribe Follow GDC on Twitter: https://twitter.com/Official_GDC GDC talks cover a range of developmental topics including game design, programming, audio, visual arts, business management, production, online games, and much more.

E isso é bom ou ruim? É bom porque o Brasil sendo alvo de investimentos e com a chegada de novas empresas e serviços, é mais certo que nosso mercado consumidor vai amadurecer, ficar mais familiarizado em consumir jogos através de canais diferentes, seja pela web ou por mobile. Nosso mercado vai se acostumar a fazer compras online, vai perder o medo de experimentar tecnologia e novidades. Ou seja, o mercado cresce de uma forma geral. O lado negativo é que para os players brasileiros, estúdios principalmente, a competição será cada vez mais acirrada. Mas isso não é de todo mal, pois nos obrigará a melhorar até atingirmos os padrões competitivos internacionais. E temos algumas vantagens por aqui em relação aos estrangeiros: nós conhecemos o consumidor de jogos brasileiros, eles não. E é exatamente isso o interesse deles por aqui. Muitas vezes eles querem encontrar parceiros de negócios e não competidores. Saiba aproveitar as oportunidades que vêm de fora.

Lembre-se de que agora a concorrência inclui países que nem lembrávamos que existiam. Eles estão chegando com seus produtos e oferecendo-os aos mesmos publishers e investidores que procuram novos produtos e talentos no Brasil. Então, chega de mimimi. Não tem choro nem vela. Não adianta reclamar da falta de incentivo de governo, da agressividade dos grandes estúdios com seus milhões de dólares para marketing, da falta de união do setor, e blá blá blá. Quer uma dica? Não se preocupe com os outros. Não se preocupe com os EUA, a Europa, a Ásia, nem com a Polônia, Turquia, Grécia e Costa Rica. Preocupe-se com você! Pois quando chegar a hora, você terá que mostrar o seu próprio valor e conhecimento. As pessoas com quem você quer falar querem saber de suas qualidades, não das deficiências dos outros. Enfim, leve-se a si próprio com mais seriedade, saiba onde quer chegar. Já é um bom começo…


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Especialista em marketing e monetização em games e mobile, fundador da Gamebiz e Escola Brasileira de Games.

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