Storytelling: Narrativa x Gameplay – As Lições de Wolfenstein

Storytelling: Narrativa x Gameplay – As Lições de Wolfenstein

De acordo com Jens Matthies, diretor de criação do estúdio Machine Games, que produziu Wolfenstein: New Order, o grande desafio do projeto foi o storytelling: conseguir amarrar uma narrativa cativante em cima de um jogo que é basicamente sobre “matar nazistas”

No artigo original publicado no site Gamasutra Matthies destaca alguns pontos que considera relevantes no balanceamento entre narrativa e gameplay.

1- A coisa mais importante é alinhar a força motivacional do personagem/protagonista com a motivação do jogador. Se você quer contar uma boa história num jogo de tiro em primeira pessoa, você precisa integrá-la no gameplay e engajar o jogador. Muitos estúdios trabalham a estória separada do jogo e isso é um grande erro. “Para fazer uma boa estória em um jogo FPS, é importante que você faça o jogador sentir o que o protagonista sente”. Então, é muito importante que quando damos algo para o protagonista fazer, que essas motivações sejam espelhadas pelo jogador.

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2- O gameplay não precisa necessariamente direcionar a narrativa, nem a estória direcionar o gameplay. As duas coisas devem ser aplicadas na mesma direção ao mesmo tempo.

3- A chave é encontrar o equilíbrio entre criar um personagem que tenha origem e personalidade próprias, e um que consiga convidar o jogador a fazer parte do mundo do jogo. O intuito é fazer com que o jogador sinta a mesma sensação que o protagonista sente quando enfrenta inimigos ou completa uma missão de forma bem sucedida.

Obviamente, o equilibrio entre estória e gameplay varia bastante dependendo do estilo e mecânica do jogo.

No curso Técnicas de Storytelling e Narrativas em Games, Gabriel Morato fala sobre a evolução da narrativa em jogos eletrônicos interativos, delineando não apenas os truques utilizados por designers para envolver os jogadores, mas também explicando a evolução do mercado e como isso afetou a criatividade no setor. Fala também dos truques psicológicos empregados em jogos para manipular jogadores, para então se adentrar no mundo de narrativas com opções morais – explicando como jogadores são afetados ao fazer escolhas em games que oferecem um leque entre bem e mal.


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