Interação com usuários: o que há de novo

Interação com usuários: o que há de novo

Na indústria dos jogos eletrônicos, aplicativos, plataformas digitais e outros aparatos tecnológicos no geral, a questão de interação com usuários é uma das mais presentes e importantes de serem levadas em consideração

Os recentes avanços na interação com usuários estão favorecendo a criação de produtos mais interativos, com interfaces mais simples e amigáveis, para deixá-los mais agradáveis, facilitar a utilização do usuário final e cumprir suas expectativas.

Produtos mais úteis, práticos e diferentes, bonitos ou divertidos, fazem a felicidade dos clientes, deixando os já existentes mais satisfeitos e atraindo novos usuários, o que aumenta o público daquele serviço. Além dessa preocupação, agora a tendência é melhorar a interação não apenas com o produto, mas entre os seus usuários.

Novas experiências interativas

Um exemplo de ambos seriam as novas Extensões do Twitch, lançadas em setembro do ano passado. O Twitch sempre se diferenciou pelo pioneirismo de interatividade com o usuário e pelas transmissões ao vivo – recursos agora disponíveis no YouTube. Muito popular entre gamers, a plataforma foi criada para este fim em 2011 e agora é uma das mais populares transmissoras de competições esportivas, playthroughs de videogames, conteúdo criativo e música.

Agora com as Extensões, o nível de interação com usuários foi lançado a um outro patamar, pois permite uma infinidade de formas de comunicação entre eles. Desde o chat até decisões das partidas, jogos para entreter os fãs durante a tela de carregamento até gráficos com detalhes sobre as estatísticas dos participantes, placares e outras milhares de opções. Tudo isso se dá por meio de abas sobrepostas às telas de reprodução e nos painéis, e permite uma maior personalização da experiência do usuário.

Mais uma prova da recente onda de preocupação com a interface e interação com os usuários é a aposta das grandes empresas de tecnologia em realidade aumentada e virtual. Mais um exemplo é o Facebook, com o anúncio do lançamento de seu Oculus Go, previsto para chegar ao mercado em neste ano. Como o nome já diz, consiste em um óculos de realidade virtual que poderá ser utilizado em aplicações da rede social, filmes, jogos e encontrar amigos que estão longe virtualmente – intenção maior da empresa de Mark Zuckerberg.

O interessante é que, diferente das opções atuais, ele não precisa ser conectado a um computador ou celular. O dispositivo stand alone, ou seja, autônomo, também terá um preço mais “acessível” (cerca de 199 dólares), possuirá áudio integrado e display de LCD com resolução de 2560 x 1440, dita diminuir as linhas entre os pixels e aumentar a velocidade de sincronização entre o movimento do usuário e mudança de imagens na tela do headset. Apesar de ser compatível com as bibliotecas já existentes para os óculos disponíveis no mercado, a proposta do Facebook é conectar pessoas como se estivessem juntas por meio da realidade virtual, o que pode alterar ou complementar os relacionamentos interpessoais da vida real.

Chatbots e Inteligência Artificial

Outro elemento que visa aprimorar a interação com usuários e está cada vez mais sendo utilizado são os chatbots, programas desenvolvidos especialmente para efetuar uma conversação com os humanos. Ter uma voz inteligente te guiando por trás dos processos dos aplicativos que usa em seu cotidiano, tanto para o trabalho como em casa, deixa a experiência com o aparelho mais intimista e humana. Esse tipo de relacionamento gera mais empatia nas pessoas, por isso é um  poderoso recurso estratégico.

Estes robôs são desenvolvidos baseados em Inteligência Artificial (IA), e são capazes de aprender e melhorar seu próprio desempenho. Recurso estratégico utilizado em serviços de mensagem instantânea, como WhatsApp, Facebook Messenger, Telegram e Microsoft, os chatbots são softwares de interação que simulam seres humanos e produzem conversação, assistindo e auxiliando virtualmente os usuários de determinada plataforma de uma forma mais natural e com uma linguagem simples e familiar. A expectativa é que 75% das companhias incluam um chatbot em seu serviço neste próximo ano e a maior popularização e disseminação deste recurso é apenas uma questão de tempo.


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