Como montar um estúdio de desenvolvimento de games: Parte 9 – Processo Produtivo

Como montar um estúdio de desenvolvimento de games: Parte 9 – Processo Produtivo

A criação de Jogos digitais caracteriza-se como um processo produtivo de desenvolvimento de software. Porém, o desenvolvimento de jogos necessita de processos adicionais, tais como o desenvolvimento de ilustrações, vídeos, som, animações e roteiro.

Aqui vamos entender como funciona cada etapa do processo produtivo de desenvolvimento de jogos e os procedimentos necessários para que ele chegue ao mercado consumidor.

As principais etapas são:

Planejamento e design – Composta pela criação do Game Concept e Game Design. O Game Concept exprime a ideia central do jogo, e o Game Design direciona o seu visual e sua lógica de avanço nas fases. São documentos que devem ser breves e simples, a fim de incentivar um fluxo de ideias. Além de orientar o trabalho da equipe de produção, funciona bem para os empreendimentos que buscam financiamento externo e dependem de investidores, produtores, e publicadores. Esses documentos de conceitos determinarão se a ideia tem seu mérito e se é viável dedicar recursos para o desenvolvimento da proposta de jogo.

Prototipagem – Não importa quão bom seja o conceito de um jogo, uma ideia sempre pode revelar-se diferente do que era pretendida no pensamento de seu idealizador e projetista. As consequências são desastrosas quando isso é descoberto no meio do processo produtivo. A solução para esse tipo de problema é o desenvolvimento de um protótipo. Ele irá demonstrar eficazmente se o conceito de jogo está bom, se precisa de ajustes, ou se deve desistir da ideia.

Produção – O processo de produção é guiado por três linhas de desenvolvimento: software, artístico e testes. O principal ponto de equilíbrio é centrado na capacidade de conciliar o processo de desenvolvimento de código com o processo de criação artística, realizando micro testes a procura de erros de programação e receptividade de público, mesmo antes da fase de testes oficial.

Testes – O processo formal, realizado por empresas dominantes de mercado, começa logo no início de desenvolvimento do jogo. Os testes iniciam com o protótipo e a primeira versão jogável. Na outra direção, projetos de baixo orçamento e jogos casuais podem iniciar sua fase de teste somente após finalizada uma versão candidata a publicação.

Término do projeto – No término do projeto tem-se a versão final do jogo. Há alguns anos essa era a versão definitiva do jogo. Porém, hoje com a Internet, a maioria dos jogos mantém um processo de atualizações, para eventuais correções de erros e incrementos para o jogo.

Trecho do curso: Introdução à Produção e Desenvolvimento de Games

Curso completo: http://escolabrasileiradegames.com.br/course/introducao-a-producao-de-games Site: www.escolabrasileiradegames.com.br Contato: secretaria@escolabrasileiradegames.com.br

Com o jogo pronto iniciam-se as etapas de distribuição e venda

Publishers ou Publicadores – São os editores do setor. Investem fortemente nas campanhas de marketing de lançamento de jogos, mas também no desenvolvimento daqueles jogos com maior potencial: acompanham e avaliam o processo de desenvolvimento, gerenciam os testes, o marketing, a aquisição e a manutenção de usuários, a distribuição aos atacadistas e aos varejistas digitais (e físicos, se houver).

Distribuidores Físicos – São os intermediários entre os publishers e os varejistas. Nos principais mercados de games perderam vantagens competitivas com a distribuição digital direta. A atração da distribuição digital está no fato que os publishers e developers passam a vender os seus produtos diretamente aos consumidores reduzindo os gastos nos negócios. Mantém competitividade apenas nos jogos para grandes consoles.

Varejistas – São as lojas, tanto físicas quanto virtuais, que vendem os jogos aos consumidores em geral. As principais são as lojas virtuais especializadas em games, e as segmentadas por plataforma (como Apple Store e Google Store).


Parte 1: Apresentação

Parte 2: Mercado

Parte 3: Localização

Parte 4: Exigências legais e questões jurídicas

Parte 5: Estrutura

Parte 6: Funcionários

Parte 7: Equipamentos

Parte 8: Matéria Prima e Mercadorias

Link do guia original criado pelo SEBRAE em parceria com a ABRAGAMES

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